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Mamíferos


Existem cerca de 65 mamíferos em Portugal em estado selvagem, mas são poucos os que o homem pode ver com alguma frequência. Não há nada de estranho nisso, pois a maior parte dos mamíferos que ocorrem em Portugal, são animais de hábitos nocturnos, e muito desconfiados, de forma que mesmo durante um passeio nocturno, dificilmente veremos outros mamíferos, além de morcegos. Durante o dia, podemos cruzar-nos com um coelho, uma lebre e com menor frequência com o javali , mas dificilmente podemos encontrar outros mamíferos (raposa, doninha, texugo e o ouriço cacheiro), ultimamente não se tem observado vestígios de lontra, que em tempo se observavam com regularidade. Por isso, os contactos mais habituais com os mamíferos são feitos indirectamente, através dos excrementos, pegadas, dos buracos que escavam, etc. A melhor altura para observar os mamíferos é de manhã cedo ou ao fim da tarde. Seja paciente, mantenha-se atento escolha um momento adequado. Não despreze os sinais que observa, por exemplo: se numa determinada manhã, descobrir os dejectos de um ouriço, volte a esse local à noite, porque os mamíferos são animais de hábitos e há muitas possibilidades de voltarem a passar pelo mesmo local.


Raposa (Vulpes vulpes)

Classe - Mamíferos

Ordem - Carnívora

Família - Canidae

Genero - Vulpes

Espécie - Vulpes vulpes

Descrição - Com cores ricas, cauda espessa, a raposa tem um encanto que se sobrepõe à sua reputação mais negativa de ladrão de capoeiras, Na realidade, é um dos animais mais largamente distribuídos e mais astuciosos do mundo. Motivo pelo qual é descrita como uma personagem matreira e esperta nos contos populares e banda desenhada.

Alimentação - não é um animal exigente na alimentação, come pequenos mamíferos, insectos, minhocas, aves e fruta. em zonas urbanas as raposas procuram a sua alimentação nos caixotes do lixo. a raposa é uma caçadora solitária, ataca a sua presa como um gato, para matar pequenas presas a raposa salta alto e ataca caindo com as patas dianteiras sobre as suas vitimas.
 

Ouriço Cacheiro (Erinaceus europaeus)

Classe - Mamíferos

Ordem - Insectívoros

Família - Erinácios

Género - Erinácios

Espécie - Erinaceus europaeus

Descrição -Coberto do focinho à cauda por uma capa de espinhos pontiagudos, o ouriço cacheiro, adapta uma postura de autodefesa quando se sente ameaçado. Recolhe a cabeça e as patas sobre a barriga, transformando-se numa bola de espinhos impenetráveis. Protegendo de essa maneira o seu ponto mais débil. sendo um animal solitário e nocturno, é ao crepúsculo que surge para procurar alimento. durante o dia abriga-se no seu ninho, feito de ervas e folhas, perto de florestas, parques, jardins e arbustos. O seu maior inimigo não é nenhum predador animal, mas sim o automóvel, milhares de ouriços morrem todos os anos nas estradas.

Alimentação - Os ouriços são conhecidos por "ajudantes de jardineiro", pois a base da sua alimentação são as pragas mais comuns dos jardins, como as lemas, caracóis e lagartas, incluindo também na sua dieta ratos, rãs, ovos e pequenas aves, bagas, bolotas e cogumelos. No verão os ouriços alimentam-se em abundância para construir reservas de gordura para invernar durante o Inverno.
 

Texugo (Meles meles)

Classe - Mamíferos
Ordem
- Carnívora

Família - Mustilidae
Género - Meles

Espécie - Meles meles
Descrição
- Raramente são observados durante o dia, os texugos são animais implacavelmente protectores, lutando até à morte. Estes animais nocturnos vivem em tocas comunitárias, formadas
por varias galerias e que tem em média 10 entradas. Têm um cuidado muito especial com o ninho , renovando regularmente o forro do ninho, que consiste em erva seca, musgo e folhas. No exterior das suas tocas existem covas para os dejectos e áreas de lazer e para apanhar sol. Em cada comunidade podem viver de 6 a 12 texugos.
Alimentação - Cerca de metade da dieta dos texugos consiste em minhocas. Para detectar as minhocas os texugos circulam com o focinho rente ao solo, quando detectam uma minhoca e esta está presa ao solo, têm o cuidado de puxar devagar para não a partir. Os texugos podem comer cerca de 200 minhocas por noite. Fazem também parte da sua alimentação pequenos mamíferos, atacando por vezes vespeiros e colmeias.
 

Lebre (Lepus europaeus)

Classe - Mamíferos

Ordem - Lagomorpha

Família - Leporidae

Género - Lepus

Espécie - Lepus europaeus

Descrição - A lebre é considerada um dos animais mais rápidos, podendo atingir velocidades na ordem do 72 km por hora. A lebre sai para se alimentar ao anoitecer, regressando ao seu refugio ao amanhecer. Usa com abrigo uma cama, um buraco ou uma depressão no terreno entre as ervas. A cama pode ser um refugio temporário ou um local usado ao longo de varias gerações. O seu sistema de defesa baseia-se na camuflagem e na velocidade. Os olhos situam-se nos lados da cara e ficam virados para fora, o que lhe permite ter uma visão periférica, podendo ver tudo que a circunda de uma só vez. Tem também um bom olfacto e as suas grandes orelhas são uns bons amplificadores de todos os sons que as rodeiam.

Alimentação - A lebre tem um sistema digestivo modificado que lhe permite conseguir a maior parte da sua nutrição de ervas e vegetação. Gostam de um leque variado de plantas.
 

Lontra (Lutra lutra)

Classe - Mamíferos

Ordem - Carnívora

Família - Mustilidae

Género - Lutra

Espécie - Lutra lutra

Descrição- Excelente nadadora e mergulhadora a lontra nunca se afasta muito da água. Descansa na toca construída entre as raízes de arvores ou debaixo de pedras, nas margens de rios, lagos e estuários. A lontra tem todos os seus territórios de caça ligados por trilhos.

Alimentação- As lontras passam muitas horas à procura de alimento, pois necessitam de se alimentar frequentemente, e fazem-no geralmente à noite. A sua alimentação consiste em animais aquáticos, como peixes e rãs, podendo contudo incluir também na sua dieta coelhos e roedores.

Coelho (Oryctolagus cuniculus)
Classe - Mamíferos
Ordem - lagomorfa
Família - leporidae
Género - Oryctolagus
Espécie - Oryctolagus cuniculus
Descrição - O coelho é mais pequeno que a lebre, de cauda mais curta, orientada para cima, negra na parte superior e branca por baixo, de pelagem macia, com cores que variam do dourado ao negro, existindo por vezes, nas espécies selvagens, exemplares completamente negros. As orelhas, embora compridas, são também mais curtas que as das lebres. O coelho é abundante em regiões com bastante vegetação herbácea, florestas, terrenos, zonas próximas de sapais. Em Portugal prefere as zonas de influência mediterrâneas, nomeadamente montados de azinho, estepes cerealíferas e zonas de cultura e regadio.
Alimentação - Alimentam-se de uma grande variedade de produtos herbáceos, incluindo variedades hortícolas quando tenras, cereais verdes e frescos, frutos, sementes ou cascas de árvores. Por vezes trepa aos ramos mais baixos para comer as folhas.

Javali (Sus scrofa)
Classe - Mamíferos
Ordem - Artiodactyla
Família - Suidae
Género - Sus
Espécie - Sus scrofa

Descrição
- O javali é um animal de corpo maciço e robusto, de cabeça volumosa e focinho alongado. A pelagem é constituída por grossa cerdas e de grandes dimensões, duras e ásperas,
particularmente desenvolvidas durante o Inverno. A cor mais frequente  para a pelagem é o cinzento escuro. As crias até aos 6 meses são tipicamente pardos com listras amarelo acastanhadas. Os caninos inferiores, designados por navalhas, são uma autentica lâmina permanentemente afiada pelo contacto com os dentes superiores. O animal utiliza-a como arma defensiva e para cortar os alimento que ingere. O Javali evita as zonas montanhosas e prefere os matagais, soutos ou pinhais. Procura abrigo em florestas e bosque frondosos.
Alimentação - O javali é um verdadeiro omnívoro, podendo seguir os mais variados tipos de dieta, dependendo da estação do ano, da região onde habita e ainda da idade. É preferencialmente vegetariano, apreciador de frutos tenros e secos, bolota, bolbos, raízes, tubérculos e ainda produtos agrícolas, como batatas e legumes, sobretudo em épocas desfavoráveis. A componente carnívora do regime torna-se mais acentuada no Verão, e consta de coelhos, lebres, vermes, repteis, crias de aves e mamíferos, e até caça doente ou ferida e animais mortos.