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Répteis e Anfíbios

Os anfíbios e repteis mais comuns e pode observar com maior frequência durante os seus passeios pelos campos de Sanfins são: a salamandra, o sardão, a rã, o sapo, a lagartixa e a osga, observa-se também com alguma frequência algumas espécies de cobra e nas margens do rio torto com segue observar por vezes o cágado.
Os anfíbios e os répteis possuem ciclos biológicos complexos que obedecem a uma série de requisitos ecológicos particulares. De acordo com esses requisitos, cada espécie apresenta uma determinada distribuição geográfica, onde encontra não só as condições de habitat óptimas, mas também as características climáticas adequadas para o desenvolvimento da sua actividade e ciclo de vida. Com efeito, a actividade diária e anual, e em especial a reprodução dos anfíbios  répteis, estão fortemente relacionados com factores como a temperatura, a humidade e a precipitação. Assim, para a observação de qualquer espécie de anfíbio ou réptil, torna-se imprescindível conhecer não só a sua área de distribuição e o tipo de habitat em que ocorre. Mas também a época do ano e o período do dia em que desenvolve a sua actividade.
Em Portugal, os anfíbios podem encontrar-se numa grande variedade de biótipos, nomeadamente em áreas agrícolas, zonas montanhosas, dunas costeiras, montados e bosques. Durante a época de reprodução, os anfíbios adultos encontram-se em meios aquáticos ou nas sua proximidades. As áreas agrícolas e os meios rurais revestem-se de particular importância para a observação de anfíbios, pois apresentam normalmente uma elevada concentração de massas de água naturais ou artificiais. Quando termina a época de reprodução, a maioria das espécies de anfíbios adquire hábitos Terrestres, procurando lugares húmidos e sombrios, nomeadamente zonas de vegetação densas, minas e galerias subterrâneas, mais ou menos próximas de meios aquáticos. Os répteis, contrariamente aos anfíbios, preferem áreas secas e expostas, onde têm a possibilidade de alcançar uma temperatura corporal apropriada para o desenvolvimento da sua actividade. Assim a maioria das espécies de répteis ocorre especialmente em bosques abertos, zonas de matos, áreas agrícolas e sistemas dunares ou areais costeiros. Os meios rurais e agrícolas, à semelhança do que acontece para os anfíbios, acolhem normalmente um grande numero de répteis, constituindo por isso áreas importantes para a observação de muitas espécies de répteis. Com efeito, muitos répteis ocorrem em zonas de cultivo, procurando refúgio em amontoados de pedras, muros, paredes de casa em ruínas.


Salamandra (Salamandra salamandra)
Classe - Amphibia
Ordem - Caudata
Família - Salamandridae
Género - Salamandra
Espécie - Salamandra salamandra

Descrição
- Podendo atingir entre os 20 e 28cm de comprimento em adultos. As salamandras
chamam a atenção pela sua pele lisa e brilhante, de fundo negro, sobre o qual se destacam grandes manchas de amarelo vivo. O Padrão destas manchas e a intensidade da sua coloração variam conforme a idade, o habitat e a época do ano. A salamandra aproxima-se da água exclusivamente no momento da reprodução. Durante o dia abriga-se em lugares húmidos e sombrios, de onde sai durante a noite para se alimentar. São animais solitários, mas juntam-se para a hibernação durante o Inverno, podendo então realizar verdadeiras migrações outonais em busca do refugio adequado.
Alimentação - À base de verme e insectos.


Sapo Comum (Bufo bufo)
Classe - Amphibia
Ordem - Anura
Família - Bufonidae
Género - Bufo
Espécies - Bufo bufo

Descrição
- O corpo é largo e a cabeça é estreita com 2 glândulas salientes atrás do olhos. A pele tem uma coloração variável, geralmente dentro de tons castanhos, e apresenta
caracteristicamente revestida de espinhos e verrugas. Os machos possuem sacos vocais externos. O sapo é essencialmente terrestre, mas com preferência por lugares húmidos. Durante o dia abriga-se sob as pedras ou em buracos, nas margens de cursos de água. É um animal solitário e nocturno na vida adulta, que no Inverno hiberna na vasa ou em terreno seco, podendo para o efeito abrir buracos na terra. Na água nada com agilidade, mas no solo desloca-se em movimentos lentos, raramente saltando. Quando se sente ameaçado toma uma posição de defesa, com a cabeça baixa e as ancas levantadas, depois do que opta pela imobilidade absoluta.
Alimentação - Vermes, insectos, moluscos e também pequenos mamíferos, que captura com a língua, ao crepúsculo e ao amanhecer. Esta dieta faz do sapo um bom amigo dos jardineiros, por comer os vários tipos de bichinhos que lhe molestam as plantas.

Osga (Tarentola mauritanica)
Classe - Reptilia
Ordem - Sguamata
Família - Lacertidae
Género - Tarentola
Espécie - Tarentola mauritanica
Descrição - A osga tem tipicamente os lados do pescoço, do corpo e da face superior dos membros cobertas por tubérculos cónicos, que se tornam mais proeminentes sobre o dorso, onde
se alinham em sete a nove séries. Na cauda, estes tubérculos são espinhosos e virados para trás. Os dedos são curtos, separados e quase iguais, alargados na extremidade, onde formam discos adesivos. A osga compatibiliza-se dificilmente com outros animais da mesma família, nos locais onde vive, preferencialmente junto às povoações e em zonas rochosas, onde possa contar com uma boa exposição ao sol. refugia-se em fissuras do terreno, troncos de árvores velhas e telhados. É um animal essencialmente nocturno, mas também pode ser diurna, principalmente nos períodos mais frescos do ano. Em geral a fêmea põe 2 ovos duas vezes por ano, na Primavera e no Verão.
Alimentação - É constituída por moscas, borboletas, aranhas, gafanhotos e mosquitos.

Cágado (Mauremys leprosa)
Classe - Reptilia
Ordem - Festudinata
Família - Emydidae
Género - Mauremys
Espécie - Mauremys leprosa
 
Descrição - Podendo atingir os 35cm de comprimento. Os cágados apresentam-se tipicamente revestidos pela sua carapaça dura, que no caso desta espécie é achatada, e de um cinzento oliváceo com as placas em geral nitidamente individualizadas por um contorno mais escuro. A placa rígida que recobre o ventre do animal, designada por plastrão. A cauda, coberta de escamas, é muitas vezes tão comprida como a carapaça nos jovens, reduzindo-se nos adultos. O cágado frequenta ribeiros ou regatos de corrente fraca e fundo arenoso ou pedregoso, permanecendo frequentemente ao sol sobre as pedras ou margens, pronto a mergulhar ao primeiro sinal de perturbação. Este cágado hiberna durante o Inverno em fundos lodosos. Quando é molestada, produz um odor forte e desagradável. Pode viver durante cerca de setenta anos.
Alimentação - Os cágados são muito vorazes, alimentando-se de pequenos peixes, larvas de anfíbios, vermes, insectos, moluscos e crustáceos.